O deputado federal Duarte Júnior (Avante), deixou mais claro o seu posicionamento para as articulações políticas de 2026 e estabeleceu um limite que considera intransponível: não estará no mesmo campo político do senador Weverton Rocha. “Impossível eu estar do mesmo lado de Weverton Rocha”, declarou.
A posição de Duarte está diretamente ligada às divergências em torno da CPMI do INSS, tema que ganhou espaço no debate nacional e colocou a investigação sobre possíveis irregularidades envolvendo aposentados e pensionistas no centro das discussões políticas.
Para Duarte, a atuação de Weverton nesse episódio representa um obstáculo para qualquer construção política conjunta.
O posicionamento ganha peso justamente no momento em que começam a se intensificar as articulações para as eleições de 2026. Weverton é pré-candidato à reeleição para o Senado, enquanto Duarte passa a deixar publicamente mais claros os critérios que deverão orientar suas futuras alianças.
No sábado, 15 de agosto, Duarte declarou apoio ao ex-prefeito de Santa Rita, Hilton Gonçalo (Mobiliza), para uma das duas vagas ao Senado.
Agora, ao afirmar que considera impossível estar ao lado de Weverton, Duarte acrescenta outro elemento à montagem do cenário eleitoral: a CPMI do INSS também terá peso nas suas decisões políticas para 2026.
Mais do que uma divergência eleitoral, Duarte sinaliza que a discussão passa pelo posicionamento adotado diante de um tema que envolve diretamente aposentados e pensionistas.
Com isso, o deputado estabelece publicamente uma linha política para as próximas articulações: onde estiver Weverton, Duarte afirma que não estará.
A declaração tende a repercutir nas discussões sobre quem o deputado federal apoiará ao governo e deixa uma questão cada vez mais clara para 2026: as alianças de Duarte também serão condicionadas aos posicionamentos assumidos durante os grandes debates nacionais e, neste caso, a CPMI do INSS tornou-se um ponto central dessa definição.

